Os dados são o novo petróleo
06/02/2019
Por Axesor
imagen el petroleo son los datos

Vivemos um momento de incerteza.

Após alguns anos de crescimento acentuado, que serviram para atenuar as lesões criadas pela crise (nem todas), a economia caminha agora para uma fase de maior maturidade.

Desta forma, instituições como o FMI e a OCDE reviram em baixa as suas previsões de crescimento global. Ambas esperam que o ano de 2018 tenha fechado com um crescimento de 3,7%, face aos 3,9% que previram há alguns meses. Contudo, reviram as suas expectativas em baixa para uma previsão global até 3,5% para este ano, enquanto alertam para os riscos crescentes.

Há grandes incertezas em cima da mesa: por exemplo, o elevado volume da dívida pública (a dívida soberana no conjunto da OCDE subiu de 49,8% em 2007, para representar 70% do PIB atualmente), ou o aumento generalizado do populismo, como foi visto recentemente em países como EUA, Brasil, Itália e Reino Unido, onde a iminência do Brexit introduziu um novo fator de incerteza mundial.

A tudo isto junta-se a desaceleração das trocas comerciais mundiais, a pressão migratória global, o avanço da desconfiança entre consumidores e empresários - que afeta as decisões de investimento e os fatores estruturais que afetam particularmente as economias desenvolvidas, como o envelhecimento da população. No entanto, o estado de saúde é favorável. A economia mundial não está em recessão, pelo contrário, a taxa esperada de crescimento ainda é relevante.

Dadas as nuvens que se avistam no horizonte, este é o momento em que as empresas são obrigadas a preparar-se para o que está para vir. E, ao contrário de ciclos anteriores, neste exercício de preparação, a transformação digital é a pedra angular. A transformação digital assume tamanha relevância que podemos considerar que os dados são o novo ouro líquido da economia mundial, são o petróleo digital que as empresas devem explorar e gerir adequadamente de forma a estarem preparadas para um contexto no qual a incerteza e a volatilidade serão as características dominantes.

Atualmente, o valor dos dados é mais do que evidente, mas apenas um terço das empresas consegue extrair valor a partir destes. Na verdade, muitas empresas ainda não têm claro o conceito de Big Data, sendo este um conjunto de dados que obedece à regra dos cinco V: Volume; Variedade; Velocidade; Veracidade e Valor. Com recurso às ferramentas convencionais é impossível fazer a gestão de Big Data, são imprescindíveis ferramentas de Inteligência Artificial. De acordo com os especialistas, dentro de cinco a dez anos, 40% das empresas não sobreviverão se não se adaptarem às novas tecnologias.

Se tudo isto é claro, por que motivo as empresas tardam em reagir? Em primeiro lugar, há fatores objetivos em relação ao Big Data, como o facto de ser necessário um grande investimento para se adquirir um sistema eficiente de armazenamento e processamento de dados digitais. Em segundo lugar, a nova era digital requer perfis profissionais que até agora eram escassos, como Data Scientists, capazes de interpretar e aplicar os dados à estratégia de negócio. Por outro lado, é imprescindível contar com um alto nível de proteção e segurança contra potenciais ataques informáticos que ponham em risco a segurança dos dados da empresa.

Mas, ao mesmo tempo, a transformação digital obriga a uma mudança de mentalidade. A inovação tecnológica não é suficiente. É preciso dar uma volta de 180 graus no que diz respeito à filosofia de gestão do risco de crédito.

Neste sentido, o que tem vindo a caracterizar as empresas até agora? Até aqui dominava uma atitude reativa, isto é, as empresas regiam perante acontecimentos imprevistos, incumprimentos. Mudar o foco e passar a fazer uma gestão proactiva revela-se imperativo, trabalhando desde o primeiro momento em antecipação. Nesse sentido, o recurso a técnicas de Machine Learning, através das quais as máquinas aprendem, foi o que permitiu à Axesor desenvolver modelos preditivos extremamente dinâmicos e rigorosos. O nosso objetivo consiste em democratizar a gestão do risco de crédito e tornar estas novas técnicas acessíveis a qualquer empresa, sem que para isso tenha que realizar um grande investimento.

O número de empresas que consegue concretizar os seus projetos de Big Data é residual e a maioria das empresas admite que ainda não tem uma cultura de decisão baseada em dados.

O facto é que, como referimos no início, o petróleo da nova era da economia digital são os dados. Não é por acaso que a transformação empresarial ocorre simultaneamente à escala global: há dez anos o top 10 das maiores empresas do mundo era liderado por empresas industriais, principalmente petrolíferas. Neste momento, as grandes tecnológicas assumiram esses lugares e são os novos gigantes da economia. A gestão profissional e avançada dos dados representa uma enorme oportunidade de crescimento para as empresas. Chegou o momento de aproveitarem essa oportunidade.